No segundo dia em que saí do hotel fomos ao Jumbo. O Jumbo fica mesmo na cidade, mas não sei precisar a zona. O engraçado foi eu pensar que ia encontrar uma coisa que me fizesse lembrar a Europa. Mas qual Europa, qual quê?! Nada disso! Tinha uma dimensão razoável mas não tinha nada a ver com o de Aveiro!!! Com muita pena minha! Estava mal iluminado, algumas (muitas) prateleiras estavam vazias, não tinham muita variedade em alguns produtos, mas paciência! No final, tivemos de mostrar o recibo das compras e deixar os controladores espreitar para os sacos para conferir os produtos… aqui o pessoal deve roubar que se farta, para eles terem de fazer isto!!! Estranhei muito esta prática nas primeiras vezes mas, realmente, era assim que as coisas eram. Havia sempre, em qualquer superfície deste género, um homem fardado, com ar de poucos amigos, a conferir os talões dos clientes e a espreitar para os sacos, não fossemos nós levar alguma coisa que não nos pertencia! Com o tempo, aprendemos a despachar esta tarefa com a maior das facilidades. Lançávamos um olhar parecido com o dele, levemente impaciente, e a coisa processava-se sem demoras. Isto acontecia no Jumbo, no Mercado Verde, no Shoprite e noutros que agora não me recordo do nome, já que não íamos com tanta frequência.
Mas, o melhor de tudo, era quando tínhamos de trocar dinheiro dentro do próprio supermercado, para poder comprar as coisas. Como o valor do dólar, volta e meia, sofria alterações, tínhamos de conferir bem se o câmbio estava correcto.
O que mais me desesperava (termo um pouco forte mas agora não me ocorre nenhum mais apropriado) era decidir ir fazer compras para casa, dirigir-me ao Shoprite, em Bellas, e dar de caras com prateleiras e prateleiras vazias… vazias, sim!!! Nestas alturas, era comprar o que dava, não fosse daí a umas horas não haver mais nada! Restava-me sempre voltar mais tarde!
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